S. PAULO, GAGOS e RIBEIRINHO
Capela de S. Paulo |
1. Os lugares de S. Paulo e Gagos já são referidos pelo Padre Cipriano Ferreira, quando respondeu ao inquérito do governo em 20 de Maio de 1758. Porém não fala no lugar de Ribeirinho. Quanto à capela de S. Paulo não é nomeada certamente por que não existia, pois o padre Cipriano conhecia bem a freguesia e foi um padre reconhecidamente muito ordenado e atento. O registo de baptismos, casamentos e óbitos assim o atestam, bem como os Livros de Visitações.
2. A Capela de S. Paulo deve ser mais ou menos do ano de 1851, pois há essa data gravada no tanque do lavatório da sacristia. Delfim José de Oliveira em "Apontamentos Históricos e Arqueológicos" Suplemento do " Notícias de Penela", publicado em 1884 já dá conta da existência desta capela. O mesmo sucede com outros autores, entre os quais Jarnaut na "Monografia do Município Penelense" de 1915.
Esta capela está em vias de receber obras profundas, o que deve acontecer a todo o momento. Ver fotos desta Capela
3. O lugar de Gagos parece-me ser também muito antigo e, se me não engano, deve ter recebido este nome por o dono (ou donos) destas terras ser mesmo gago ou ter recebido essa alcunha herdada de alguns dos seus progenitores próximos ou mais afastados pai ou mãe, avô ou avó ou outros. Pode também ser que o nome lhe venha por os primeiros habitantes serem gagos.
Na freguesia de Aguda há um topónimo (nome de lugar) chamado Martingago, que parece ser mesmo o nome do seu proprietário primitivo. Como há o Martin Vaqueiro (Pousaflores), o Ariques de Almoster e muitos outros. Em Ansião há o Casal das Sousas (quem sabe se primitivamente do Sousa ou dos Sousas?) e o Casal das Pêras, que antigamente se chamava Casal de Afonso Pera.
Em Penela há o lugar do Besteiro (soldado armado com a besta), o Pastor, a Camela, etc.. Tudo nomes ou apelidos de seus proprietários primitivos ou primeiros habitantes.
3. Quanto ao Ribeirinho recebe o nome por causa do ribeiro que o banha.
Delfim José de Oliveira e Jarnaut, autores das referidas obras sobre a história do concelho de Penela, dão conta da sua existência.
O Suplemento do "Notícias de Penela" de Delfim Oliveira diz que tem 7 fogos, com 7 homens e 8 mulheres maiores de 14 anos, e 6 meninos e 7 meninas com 14 anos ou menos.
Jarnaut, na "Monografia" citada dá-lhe, passados uns 20 anos, 3 fogos, com 9 pessoas do sexo masculino e 22 do sexo feminino.
4. O lugar de S. Paulo tinha, segundo escreveu Delfim Oliveira no referido Suplemento, 11 fogos, com 18 homens e 20 mulheres maiores de 14 anos e 6 meninos e 10 meninas com 14 anos ou menos. Por seu lado Gagos tinha 16 fogos com 26 homens e 26 mulheres maiores de 14 anos e 9 meninos e 6 meninas com 14 anos ou .menos.
Segundo Jarnaut, na sua obra também já citada, havia em 1910, em S. Paulo, 14 fogos , com 27 habitantes do sexo masculino e 36 do sexo feminino.
Por sua vez, e segundo este mesmo autor, havia, na mesma data, em Gagos 18 fogos com 39 pessoas do sexo masculino e 33 do sexo feminino.
5. Os lugares de S. Paulo e Gagos têm actualmente, no seu conjunto, uns 20 fogos, com umas 40 a 50 pessoas.
O pároco: Manuel Ventura Pinho