LORICEIRA, CAVADAS E BREJO
Região de Cavadas |
1. O lugar de Louriceira já é nomeado pelo Padre Cipriano Ferreira, na resposta ao inquérito de que temos vindo a falar e que foi respondido a 20 de Maio de 1758. Brejo e Cavadas não são apontados.
Mas o Brejo é
referido como lugar habitado nas obras de Delfim Oliveira - "Apontamentos Históricos
e Arqueológicos do concelho de Penela" - e na "Monografia do Município
Penelense" de Jarnaut.
Cavadas é provável que ainda não exista como lugar habitado nos princípios do século
XX, pois nenhum destes autores a nomeia.
2. Louriceira vem do latim laurus (louro ou loureiro) e significa terra de
loureiros.
Cavadas recebe o nome disso mesmo, de serem terras que volta e meia são cavadas.
Brejo é
terra lodosa, encharcada em água com as chuvas e onde crescem facilmente plantas
aquáticas.
3. O padre
Cipriano Ferreira, no inquérito de 1758 citado atrás, já refere a existência de uma
capela particular "a de S. Romão que está no lugar da Louriceira é de um
letrado que ali mora que a mandou fazer junto das suas casas". Esta capela é
citada por outros autores do século XIX e XX, mas mesmo as pessoas mais velhas do lugar
não sabem onde ficava e quais eram essas casas. Lembram-se de ouvir dizer que era de S.
Romão e, por isso, pensaram fazer uma capela nova em honra do mesmo santo, sonho que
concretizaram em 1993. Ver fotos da Capela nova.
4. Delfim de Oliveira, em 1889, atribui 12 fogos à Louriceira, sendo 21 homens e 19 mulheres maiores de 14 anos e 5 meninos e 4 meninas com 14 anos ou menos. O Brejo diz o autor tinha nesse mesmo ano de 1889 apenas 2 fogos, sendo 3 homens e 4 mulheres todos maiores de 14 anos.
Jarnaut, em 1910, escreve que a Louriceira tem 15 fogos, com 33 pessoas do sexo masculino e 29 do sexo feminino. E o Brejo tem 3 fogos, com 3 homens e 6 mulheres.
Actualmente tem 20 fogos, com umas 40 pessoas.
O Brejo tem uma
casa habitada e Cavadas quatro.
O pároco: Manuel Ventura Pinho